São Paulo, abril de 2019
Depois de Brasília, voamos para São Paulo. Para mim, essa visita tinha um significado especial, pois ia encontrar pela primeira vez um velho e querido amigo, Gianfranco, que se mudou para cá praticamente ao mesmo tempo em que eu me mudei para a Califórnia.
Conheci Gianfranco num fórum de tradutores há 30 anos. Na época ele morava na Inglaterra, depois se mudou para a Sardenha e mais tarde para o Brasil. Tínhamos trocado incontáveis e-mails e mensagens pelo chat, mas nunca tivemos a oportunidade de nos encontrar pessoalmente.
Foi graças ao Gianfranco que tive a oportunidade de conseguir um emprego no eBay e me mudar para a Califórnia. Foi ele quem me passou a vaga. Lembro daquele dia como se fosse ontem.
Reencontrando um amigo!
Também tivemos a oportunidade de conhecer a namorada dele, Izabel, a pessoa mais gentil do mundo! Os dois foram muito atenciosos conosco, nos mostrando partes da cidade fora dos roteiros tradicionais e nos convidando para almoçar no Edifício Italiano, um lindo restaurante italiano histórico.
Isso tornou nossa visita muito especial, bem diferente de Brasília. Uma coisa é visitar uma cidade com um guia turístico na mão. Outra coisa é visitar uma cidade reencontrando velhos amigos. Graças a eles, em apenas 3 dias vimos coisas que normalmente exigiriam pelo menos algumas semanas. Joaquin e Monica também ficaram muito impressionados e gratos pela hospitalidade tão calorosa!
São Paulo é fantástica. Você encontra tudo lá. Até um restaurante japonês autêntico a gente achou — não na Liberdade, que é o bairro japonês. Sobrou muito pouco de autenticamente japonês por lá. Mas a Casa da Cultura Japonesa é fantástica e tem um ótimo restaurante.
Casa da Cultura Japonesa em São Paulo, Brasil
Visitamos a Bienal de Arte (decepcionante), o Museu Afro-Brasileiro (muito interessante), o Museu de Arte Moderna (no lindo Parque Ibirapuera), o Memorial da América Latina, o Salão de Atos Tiradentes (aprendemos sobre Tiradentes em Ouro Preto...), uma maravilhosa exposição de Marc Ferrer e muito mais. Izabel e Gianfranco orquestraram uma visita perfeita à cidade.
A Avenida Paulista, onde ficava nosso hotel, era repleta de casas bonitas como essa até o final dos anos 1950. Depois começaram a construir os arranha-céus e a única casa que sobrou foi esta, a Casa das Rosas, construída em 1936.
Casa das Rosas, São Paulo, Brasil
A vantagem de ter o hotel na Avenida Paulista era que nos fins de semana fecham toda a avenida para o trânsito, ela vira uma via de pedestres e há muitos artistas de rua e bandas tocando música.
Visitamos também o lindo Mercado Municipal, com mais de 200 bancas que vendem todo tipo de alimento. Provamos frutas que nunca tínhamos visto antes!
No último dia, Izabel e Gianfranco como a cereja do bolo conseguiram nos levar ao topo de um dos edifícios mais bizarros que já vi na vida: o Edifício Copan, com 38 andares e 1.160 apartamentos. Praticamente uma cidade dentro da cidade. Projetado por Oscar Niemeyer com sua característica forma em S, há uma rua passando por dentro do edifício. A vista de São Paulo lá de cima era inacreditável. Depois de explorar a cidade por baixo, só ali conseguimos realmente compreender a sua dimensão. Impressionante.
Vista do Edifício Copan, São Paulo, Brasil